Casei!

Incrível como a vida da gente pode mudar com tamanha rapidez! Aqui estou eu, exatamente uma semana depois do último post, vivendo uma situação completamente diferente e muito mais feliz…

O namorado deu a resposta dia 21/05/2016: SIM!   Sim para ficarmos juntos, sim para morarmos juntos em definitivo, ou seja, sim para nos casarmos. Então nós nos casamos, dentro dos nossos corações. Agora ele é meu marido.

Comunicamos a família dele e a minha. Todos gostaram.

E mais boas notícias: ele não está mais desesperado. Está tranquilo, não precisou mais tomar calmantes.

E mais boas notícias: estamos fazendo um sexozinho básico, esporádico, mas bem gostosinho. Como é bom vê-lo bem…

Estou produtiva, cuidando da divulgação do blog. Ontem recebi o primeiro email, fiquei contente demais. Neste vasto universo digital, quem diria que o meu vagalumezinho começaria a brilhar…

8 thoughts on “Casei!”

  1. Por causa de uma viagem que precisaria fazer, entrei num site de viagens e nas minhas respostas apareceu um cara que disse que se encantou com meu sorriso e queria ser meu amigo. Eu nunca havia namorado ou ficado ou flertado ou seja lá o que for que meu vagalume fazia, com alguém mais velho do que eu. 8 anos mais velho. Fui pega de surpresa e ele era tão simpático. A amizade começou nas histórias dos lugares brasileiros e canadenses. Um dia me dei conta de que não conseguia mais ficar um dia sem conversar com aquele senhor simpático, já avô. Eu era divorciada, e já tinha tido não sei quantos namorados, ficantes ou sei lá o que para preencher minha carência, minha solidão. Ele casado. A amizade ia, eu jã nem prestava atenção mais nas histórias dos lugares, da vegetação, da praia, da cultura. Minha vida se tornou aquele momento em que eu conversava com o “tio”. Um dia discutimos por uma bobagem e ele resolveu acabar com a amizade. Eu morri. Quando eu ressuscitei, eu percebi que procurar alguém que amamos não tem o menor problema, desde que sejam mantidos os nossos valores (????!!!!). Quando eu o procurei, ele chorou demais. Disse que eu era a vida dele, e nesse dia, nós nos casamos ali, nas bençãos do skype. Foi a lua de mel mais linda que eu poderia imaginar e que continua até hoje, nas madrugadas, quando ninguém nos incomoda. No outro dia, eu volto para a minha realidade e ele para a dele. No entanto, ele se preocupa comigo, com minhas medicações, eu nunca me senti tão amada, tão valorizada. No mundo real, eu nunca tive alguém que me entendesse tanto, que me deixasse tão feliz. Agora, eu o ajudo a cuidar do neto, que foi diagnosticado com o transtorno bipolar. Hoje ele me disse que quer envelhecer ao meu lado, que eu sou muito importante para ele, porque comigo, ele é uma pessoa calma e cheia de vida. O que é esse amor líquido? O que é lidar com essa realidade virtual? O que é amar por uma parede de vidro, sentir esse amor líquido, que se esvai quando o off apaga a tela? O que é esse amor que não sente o cheiro, não sente a pele, não sente o calor do corpo? O que é esse amor que me assola o peito, que me faz sorrir, e que me mantém calma e confiante? Quem sabe um dia, a tela de cristal líquido se quebra… E como será a realidade real? Como será um amor sólido?

    1. Querida Dory, que relacionamento bonito vocês construíram, mesmo à distância. Isso faz seus dias mais felizes, não é mesmo? Vocês falam por Skype, olhos nos olhos? É claro que eu acho que vocês tem que percorrer seus caminhos até esse amor se concretizar. Amar uma tela é tão diferente de amar um ser humano!
      Torço para que vocês se encontrem e possam concretizar isso é hoje é imaterial, líquido, como você mesma pontuou tão bem! Beijos, Querida. Amanda Montenegro – Codinome: Vagalume.

      1. Querida Amanda… realmente esta é a mais bela história que eu construí em toda a minha vida. Há uma conexão, um companheirismo, uma parceria…. Havíamos combinado de nos encontrar agora em setembro numa viagem no meio do caminho… metade e metade. Mas fomos afogados por uma enxurrada de problemas… a maior parte dele… a família apareceu com doenças graves e terminais… e eu aqui pensando se caso ou compro uma bicicleta. Eu continuo acompanhando o meu lorde, dando apoio e companhia em todos os momentos, inclusive aqueles que ele passa em companhia do filho no hospital… nas madrugadas quando ninguém pensa que o acompanhante também precisa de apoio. Eu sou a outra. Eu não participo da vida dele nos fins de semana. Diariamente conversamos pelo skype, às vezes uma, duas vezes, mas sempre às 21 horas aqui, 17 horas lá. Ele dentro do carro, em um estacionamento qualquer. Mas meu coração se enche de alegria quando na tela me aparecem aqueles profundos olhos azuis, sorrindo para mim, e encantado com o meu sorriso. Eu me delicio de vê-lo sorrir, sorrindo do meu sorriso. E olhos nos olhos, nos confidenciamos. Ele dizendo que me ama demais, que eu toquei a alma dele, que eu sou a vida dele, que ele nunca amou assim. Eu o toco pela tela, sinto a sua face corada macia, seu queixo. Beijo os teus olhos. Ele me beija a testa, acaricia o meu rosto. Às vezes choramos. Às vezes ele chega à conclusão de que o melhor é me deixar ser feliz com outra pessoa, mas eu não consigo pensar na minha vida sem ele. Já falei para mim 500 vezes que o melhor é ficar com outra pessoa. Mas eu penso na minha falta de generosidade que seria acabar com ele agora, pelo momento em que passa. E ele sempre me agradece. Por eu acompanhá-lo. Eu o agradeço também. Agradeço por ele ter me achadoi. E ele me agradece por eu ter permitido que ele me achasse. Quando romantismo. Ah, eu ia me esquecendo… Eu não falava inglês. Agora eu nem pego mais no dicionário. Conversamos tranquilamente, devagar. Ele me ensina o inglês. Quer saber? Nem precisa do sexo. Que seja tântrico… Mas que seja o meu treasure…

  2. Que bonito, minha querida…. Mas e quanto ao futuro? Vocês pensam em ficar juntos de verdade, ou seja, ele se separar da mulher? Já fui a “outra” duas vezes, é muito humilhante. Esta é a minha opinião. Você já perguntou a ele se ele pretende se separar da esposa para ficar com você? Estou dizendo estas coisas no sentido de preservar você. Ele, eu nem conheço, mas não quero vê-lo enganar você. Será que a história das doenças familiares são mesmo reais, ou um pretexto para não encontrá-la? Não quero ver você se machucar.

    1. Senti-me hoje contigo, como se estivesse num consultório sentimental. Você pergunta e Vagalume responde: querida amiga, tenho um relacionamento virtual que me assola o peito. Chega a doer meu coração, quando eu penso naqueles lindos olhos azuis. Como será o meu futuro?

      Como diz o ditado, o futuro a Deus pertence. E hoje, mais do que nunca, eu tenho certeza disso, porque não consigo sequer imaginar o destino, o fim que é o início…

      Bom, vamos lá. Sempre tive as minhas dúvidas e estou com os dois pés atrás, que não adiantaram de nada, porque eu realmente entreguei o meu coração para o guapo. Ele sabe que eu desconfio dele, e sempre procura me dar mostras da honestidade dele. Logo no início, quando eu não sabia responder se era namoro ou amizade, uma bela manhã, ele me disse que estava preocupado porque deveria conversar algo comigo. E isso era sobre a “wife”. Ela havia pedido a separação já havia dois anos, e ele morava no andar superior e ela no inferior, junto com a filha e “quatro” netos. O motivo dessa “comunidade”, era que a filha se separara do marido, e voltou para a casa dos pais (quem nunca?) e a wife sofre de esclerose múltipla e é cadeirante. OMG, a famosa estória da esposa doente e inválida. Resumindo, segundo a versão dele, ela é uma grossa, diz que ele nem serve para empurrar a cadeira dela.

      Eu fui levando, ainda não era namoro, mas fui pedindo “provas” da realidade. E ele começou a me enviar fotografias, foi me apresentando toda a família. E eu por outro lado, fui pesquisando pelo face, emails, e tudo que o google pudesse me ajudar. Todos os personagens têm perfis no face, fotos de família, cachorros, nomes, tudo igual ao que ele me fala. No início, ele escondia os problemas (e são zilhões) de mim, até que num dia, ele soltou a franga e agora sou confidente dele. Somos os bestfriends. Tem seis meses que diariamente ele me envia uma foto logo que levanta. Segundo ele, para que eu veja a realidade nua e crua, e segundo eu, pelo seu rosto, sei o seu estado de espírito, de cansaço, afinal ele não é mais um garotinho, tem 63 anos…

      A irmã tem o mesmo câncer que levou o pai, no pulmão. O filho dele luta pela saúde contra uma leucemia galopante. Ele me envia fotos dele no quarto do hospital, fotos da janela para eu ver a cidade, ele tira quinhentos selfies de onde está porque eu peço, hoje mesmo ele virou a cam para que eu visse de onde ele estava falando comigo.

      Ele me disse que precisa vender a casa, me explicou mas na minha cabeça não entra a tal da hipoteca, e eles têm muita coisa no nome. Mas de uns tempos para cá, como ela deve ter percebido um brilho no olhar do moço, ela resolveu que quer voltar. E um belo dia, quando ele chegou em casa do trabalho, ela havia se mudado novamente para o andar superior. Que fase, meu Deus eu tenho que aguentar. Será que sou mesmo bipolar para conseguir aguentar tudo isto?

      Um dia ele me mandou um selfie assim mais panorâmico, e ampliando a foto (eu faço isso com todas para pegar detalhes e mais detalhes) eu vi uma colcha e um travesseiro sobre o sofá, e perguntei e ele me disse que desde este dia ele dorme no sofá, porque ele não tem mais o menor sentimento por ela, e quer se separar. Nesta semana, noutra foto eu vi um pedaço de tubo de alumínio, e perguntei o que era (já sabendo) e ele me disse que era o andador dela.

      Então, fica assim esta estória. Eu já tive para terminar com ele muitas vezes, domingo passado foi um destes dias…. E penso que falta de caridade a minha, abandonar o cara em plena situação caótica. Hoje mesmo eu perguntei para ele, se ainda tinha a ideia, ele me disse: I do! I´m working for this!

      Daí deu aquele frio na espinha… E se? E uma profusão de se´s começaram a povoar minha cabeça… E se eu não tiver tesão por ele pessoalmente? Sabe aquelas coisas que somente a presença permitem sentir? Cheiros, tatos, manias… E se?

      E se?

      1. Querida Dory, você fez tudo direitinho, investigando tudo o que pode sobre ele. Eu já caí em ciladas absurdas, como você deve ter lido aqui no site. Pois bem, e se você colocasse um prazo? Não precisa ser prazo curto, por exemplo, um ano, para que ele ajeite as coisas para que vocês possam ficar juntos? Namoro virtual cria expectativas demais, vocês precisam sair do abstrato e vir para o concreto. Você está direcionando a sua vida, a sua energia, a uma tela de computador. O que será que está depois da tela? Acho que esse amor platônico deve ter prazo de validade, pois você está vivendo em função de hipóteses, sonhos, devaneios… Amiga, sai dessa. Não estou falando para você romper com ele, nada disso, mas ser mais assertiva em relação ao futuro de vocês. Bjs, Amanda.

        1. Eu sei.. . E isso me enche de tristeza. Eu não consigo ficar sozinha, mas eu tenho medo de viver com alguém, minhas fases, etc. Ele é a estória da vez, desta minha temporada aqui (depois explico essa coisa de temporada). Desde que eu o conheci estou estabilizada. Ele me ajuda muito, colabora demais em não ser um gatilho, sabe de tudo, e me diz: I love you just the way you are.
          Nem precisou de pedir um peazoa ele. Ele mesmo me pediu que eu esperasse até setembro. Isto foi em junho. Mas no mês passado, o filho ficou mal demais com a leucemia e a vida dele tem sido passar os fins de semana no hospital. Que por incrível que pareça tem sido o tempo que temos estado mais juntos.
          Eu sei que preciso sair dessa, porque minha vida não se resume a ele.
          Eu tenho o doutorado prá fazer,,tratamentos de saúde, amigos, família, e EU! Não é inveja. .. seria cobiça. … queria ter sua coragem! Dar um prazo! Eu não sei o que faria se alguém me desse um prazo. Eu iria entrar em pânico, porque normalmente faço as coisas aos 46 minutos do 3o. tempo…
          Help me…

  3. Você é forte, Dory! Retome as suas coisas – um doutorado, que beleza. Concentre-se mais em você. Deixe esse amor virtual no campo da virtualidade, não deixe que interfira em nenhum aspecto da sua vida – interferir para pior, é claro. Se ele te faz bem, mantenha-o, mas tome uma distância estratégica, uma vez que, querendo ou não, ele é uma ficção por enquanto.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.