O marido número seis – o atual

Eu já comentei várias coisas a respeito dele, nos posts Preciso de um homem que me valide, O namorado, Sessão de terapia, Casei!, entre outros.

Vamos pensar sobre o que me mantém com ele: ele é carinhoso, íntegro ao extremo, generoso, gostosinho, quentinho, tem um cheiro bom, me trata muito bem, quer me ajudar, super sincero. Sinto-me segura ao seu lado – agora que passou a tempestade.

Partes ruins: é muito preocupado com questão de dinheiro (chega a ser muquirana, mas nunca comigo), tem 21 anos a mais do que eu (nasci em 1969 e ele em 1947), fica o dia todo sem fazer nada, me perturba em meu trabalho, é um porre. Como não trabalha, fica me admoestando, reivindicando a minha companhia. Mas eu trabalho! Estou aposentada, mas tenho atividades o dia inteiro: administrar o blog, escrever para a antologia. Então fizemos o trato de que eu pararia às 18h e ficaria à sua disposição. Até agora tem funcionado.

Muquirana e generoso, como eu citei, parecem paradoxais, mas eu explico: ele compra os produtos mais baratos, não compra roupas e nem sapatos, economiza ao máximo. Mas com as pessoas ele é generoso. Falou para eu não descontar do salário da empregada a taça que ela quebrou.

Gosto muito da família dele, numerosa e calorosa. Eles gostam de mim e eu deles.

Depois do “casamento”, nós nos tratamos por marido e mulher. Ele não fala em oficializar o relacionamento ou colocar aliança. Eu também não sei se quero. É uma questão em aberto.

Meu marido é ansioso, imaturo, inseguro, mimado. Ah, sim, tem dificuldade de audição. Para as questões psicológicas, faz terapia uma vez por semana e a terapeuta dele é ótima. Para a audição, tem aparelho mas não usa. Fica surdinho mesmo.

Passei péssimos momentos quando ele estava deprimido. Nossa, como foi difícil! Ele chorava todos os dias. Ou estava dormindo ou estava em desespero. Cheguei a pensar que a situação seria permanente, mas ele saiu da crise, felizmente. Encontrou uma psiquiatra muito capacitada e superou a crise.

Sexo, não fazemos. Ele tem uma barrigona que atrapalha a penetração. E eu também estou gorda. Mas, sinceramente, não me faz falta. Tomo cinco remédios antidepressivos, o que me transforma em um vegetal. Não me masturbo.

De vez em quando ele me procura, então eu faço um sexo oral (adoro!) e ele goza. Quanto a mim, nem sei há quanto tempo não tenho um orgasmo. Precisa, gente? É, decerto precisa, para a vida ser plena e o relacionamento mais íntimo. Mas isso não é prioridade para mim agora.

A prioridade é cuidar dele cada vez melhor, ser uma esposa dedicada e amorosa, tudo o que eu não fui para os maridos dois e três. Gosto de cuidar, tenho esse lado de cuidadora. Acima de tudo, quero ser uma companheira que desperta o que ele tem de melhor.

Muitas vezes o meu marido me faz sentir culpada por não atenção a ele, mas sou terapeutizada, sei que não posso abrir mão da minha vida, seria nocivo tanto para mim quanto para ele.

Pelo meu marido eu não estou nesse momento com O grande amor da minha vida, então ele deve, de alguma forma, valer a pena. Eu não posso dizer que o amo (ainda), mas gosto dele demais. Como diz uma amiga minha, é um amor “construído”. Ou seja, não chegou formado. Na verdade, nenhum relacionamento chegou formado, exceto o grande amor.

Se meu marido fica sabendo do grande amor, ou que é o sexto marido (ele pensa que é o segundo), iria surtar. É muito ciumento. Ressente-se de eu ser muito independente, ele diz que sempre foi dependente da esposa que morreu. E agora transferiu essa dependência para mim, mas eu tenho vida própria.

2 thoughts on “O marido número seis – o atual”

  1. Oi Vagalume!
    Sou a Florzinha! Tb sou bipolar e estou descobrindo q temos mto em comum. Estou no terceiro marido, não é o q mais amei e tb não fazemos nada de sexo. Porém, não acho isso normal, apesar de saber q nossos medicamentos são “brochantes”. Eu era mto ativa sexualmente, via vídeos pornôs na internet, lia contos eróticos, me fantasiava e virava auxiliares de Madame Bovary. Hoje nem masturbação eu aceito mais.
    Tomara q isso melhore p nós duas.

    1. Oi, Florzinha! Pois é, uma vida sem sexo não há de ser uma vida plena. Apesar de, aparentemente, eu não sentir falta de sexo. Eu sempre valorizei o sexo, ativa, fogosa, luxuriante. Agora estou que nem um cão castrado. Será que vai ser sempre assim? Como o meu marido é depressivo, não posso exigir dele o que ele não pode me dar. Além disso, ele já tem 68 anos.

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