Os psicopatas da internet – número um

Quando voltei a morar na cidadezinha em que nasci, sentia-me muito solitária. Eu não tenho a capacidade de estar sozinha, ou seja, sem um homem, conforme eu relatei no post Preciso de um homem que me valide.

Morando na casa da minha mãe, nós duas em conflito constante, a vida não estava fácil. Decidi me inscrever em um site de relacionamento, para começar a conhecer homens da cidade para a qual eu pretendia voltar.

Então agora vou começar a relatar a minha malfadada saga por um destes sites de relacionamento. Conheci vários homens, a maioria mal intencionados. Vou começar da história mais branda para a mais pesada.

Vou relatar os três casos em que eu estive com o homem pessoalmente.

Neste primeiro caso, gostei dele de cara, pois foi objetivo. Não demorou nem uma semana para combinarmos de ele me encontrar. Por sorte, minha mãe estava viajando e eu tinha todo o fim de semana livre. Fiz a reserva em um hotel no centro.

Antes, ele pediu para eu mostrar um pouco do meu corpo para ele, via Skype, e eu mostrei uma parte da coxa, perto do bumbum. ATENÇÃO: NUNCA FAÇA ISSO! Nunca mostre seu corpo para nenhum homem desconhecido pela internet, jamais. Isso já coloca você na categoria de prostituta.

Ele veio. Baixinho, carismático. Trouxe saquê (tenho traços orientais) e vinho. Tinha cabelos um pouco compridos, um corpo maravilhoso; uma tatoo de dragão no peito e nas costas, maravilhosa.

Sexo, uma gostosura. Ele gostava de sexo anal e eu não me fiz de rogada. Não é a minha predileção, mas também não nego, se o homem quiser. Fizemos sexo o dia todo. Pênis grande e virilha depilada. Uma beleza.

Na hora de sair para jantar, ele se vestiu muito bem, estava bonito, eu gostei. Eu ia dormir com ele no hotel, ele não se opôs, porém deitou-se o máximo possível longe de mim, quase caindo da cama. Achei estranho. No dia seguinte, estava combinado de irmos conhecer uma cidade vizinha, mas ele veio com uma desculpa esfarrapada que precisava ir embora. Quando eu perguntei se ele ia voltar, eu percebi a mentira subjacente à resposta afirmativa.

E foi isso. Acho que aqui eu perdi uma boa oportunidade de perguntar do que ele não havia gostado, porque não ia mais voltar. Assim, numa boa: “O que não rolou?” Bom, talvez nem ele mesmo soubesse. Mas eu podia ter aproveitado essa chance de ter uma conversa totalmente franca, uma vez que não iríamos nos ver nunca mais.

Não usamos proteção. NUNCA FAÇA ISSO. Você está arriscando sua própria vida por um desconhecido. Nunca, nunca faça isso.

A rigor, esse moço não merece ser chamado de psicopata. Foi um bobão. Ou não, sei lá.

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