As feridas que ainda sangram

Este post foi inspirado pela conversa que tive com um amigo do face. Ele me dizia que as feridas ainda sangram. As minhas não sangram mais, pensei. Mas, refletindo melhor, percebo que há duas feridas que não cicatrizaram.

A primeira é a morte da minha irmã. Essa eu acho que não vai se curar nunca. É muito triste pensar em como a vida seria diferente com ela aqui. O relacionamento com os meus sobrinhos, a vida dos meus sobrinhos… A vida como um todo.

A segunda ferida é minha distância do amor da minha vida. Apesar de ter sido escolha minha, estar longe dele doi demais. Escolhi ficar com o meu marido porque ele não merece ser abandonado, e seria um golpe duro demais para ele nestas alturas das circunstâncias. Mas a lacuna deixada pelo grande amor da minha vida é impossível de ser preenchida.

Estou bem em relação a feridas e cicatrizes. Mais cicatrizes que feridas, muito mais. Eu sou uma vencedora parcial. Agora é atacar aqueles problemas que persistem: a compulsão por comida e por compras. Então, sim, serei uma vencedora completa. Magra e com o nome limpo: sucesso total, pelo meu próprio esforço.

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