O bipolar atraindo a hostilidade de estranhos

Funciona assim: eu estou no auge da crise maníaca, me esforçando ao máximo para não surtar e para parecer uma pessoa normal.

Então fico o mais quieta possível, direcionando a minha energia para conter o surto. E aí, de repente, do nada, um ou mais estranhos me hostilizam, e eu sem saber o que fiz de errado.

Vou contar três episódios:

EPISÓDIO 1: Eu pegava o ônibus fretado pela empresa para ir trabalhar, e procurava sentar sempre no mesmo banco. Conforme a minha crise ia piorando, notei que a mulher sentada logo à minha frente resmungava assim que eu me sentava. Um dia, deixei a sombrinha em cima do banco, com o cabo saindo um pouco para fora da cadeira. A mulher armou um barraco: “Isto também já é demais!” E jogou a sombrinha em cima de mim. Fiquei estupefata. Quando chegamos à empresa, procurei saber quem era a mulher e fui até a sala dela, para conversar. Ela pediu mil desculpas. Disse assim: “Olha, você não me conhece, mas se você me conhecesse saberia que eu sou uma pessoa super do bem, faço tudo pelos outros. É que a cadeira do ônibus é muito apertada, e quando você senta na minha frente eu fico esmagada.” “Pois não, vou procurar outro lugar para me sentar – disse eu – pode ficar sossegada”. Incrível como ela passou da água para o vinho com um simples conversa.

EPISÓDIO 2: Eu estava em uma padaria, em plena crise maníaca. Estava olhando os doces disponíveis. Quando olho para trás, vejo umas cinco ou seis pessoas me olhando com cara de ódio, como se eu estivesse furando a fila! Mas quando eu cheguei não havia fila alguma. Sem saber o que fazer, fui para o fim da fila, bem quieta. Felizmente a atendente percebeu o que tinha acontecido e foi tirar o meu pedido pessoalmente. Sentei-me na mesa e esperei o pedido sem esboçar reação.

EPISÓDIO 3: Eu estava completamente maníaca em um Congresso da minha área profissional. Em um dos painéis, foi proposta que as pessoas se reunissem em grupos para debater determinado assunto. Tudo o que eu falava, uma mulher do meu grupo vinha para cima de mim, me insultando. Este foi o pior episódio, no qual eu mais tive vontade de avançar para cima dela. Se eu não soubesse que era a minha crise maníaca atraindo a hostilidade de estranhos (por conta das experiências anteriores que eu relatei acima), eu tinha furado os olhos da fulana. Mas eu já estava escoladinha e sabia que esse era um comportamento esperado quando eu entrava em crise maníaca. Então me contive ao máximo.

Bem, mas qual a explicação para este estranho fenômeno? A minha hipótese é a seguinte: semelhante atrai semelhante. A minha energia estava de tal forma negativa, em tanta desarmonia e entropia, que atraiu aqueles que estavam com uma vibração semelhante.

Neste caso, não é possível utilizar a técnica do “isso é seu, não meu”, apropriada para aqueles momentos em que você está bem e alguém o agride sem razão.

Não podemos desconsiderar os espíritos psicóticos que eu atraio para a minha aura quando patológica. Esses espíritos entram em conflito com os respectivos acompanhantes extrafísicos das pessoas ao redor, que também estão em um baixo nível de vibração.

Por enquanto, eu não posso chamar estes acontecimentos de nenhum outro termo além de “hipóteses”, pois não foram comprovados cientificamente. Mas, para mim, não são hipóteses, são acontecimentos reais, pois eu os vivenciei de uma forma aguda.

Como vai ser bom quando a ciência convencional chegar às multidimensões as quais nos influenciam a todo momento. Mal posso esperar por esse dia tão auspicioso.

14 thoughts on “O bipolar atraindo a hostilidade de estranhos”

  1. eu acredito em energia positiva e negativa então quando estamos com uma gama de energia negativa muito alta acabamos retirando a dessas pessoas,como sugadores de energia,e acontece ao contrário também,sou cabelereira,e sinto quando a pessoa tá carregada depois q termino o atendimento sinto que me sugaram toda energia,fico fraca.Tudo meramente energia

    1. Falou tudo, Valquiria. Você precisa aprender a se proteger destes “vampiros” energéticos. Fica firme e preste muita atenção no nível dos seus pensamentos, sentimentos e ações. Não deixe que te suguem.

  2. Concordo plenamente com vc Amanda, eu tbm atraio cada uma qndo estou com a vibração negativa, q só por Deus viu ….. Eu tbm já tinha reparado nisso . Que bom encontrar alguém q fale a mesma lingua q a gente . Se puder post mais coisas a respeito de energias e vidas passadas, estou adorando .

  3. Existem situações que vc consegue controle, pois sabe a situação em que se encontra, mas nem sempre é possível !!! Eu fui rotulada por minha família com explosiva, nervosa, difícil de lidar, enfim…. Foi tão libertador, quando pude entender que existia um outro “eu” separadamente, o eu verdadeiro, não a pessoa da hipomania ou da depressão!!! Difícil é desenhar para as pessoas!!!!

    1. É mesmo, Marta Rosana, as pessoas têm dificuldade em entender a nossa doença, mesmo os mais próximos, como os nossos familiares. Que bom que você já separou a persona “saudável” da persona “patológica”. Fique bem!
      Abs, Amanda Montenegro – Codinome: Vagalume.

    1. Puxa, César, violência física é barra pesada. Espero que você nunca mais tenha que lidar com isso. O que eu recomendo, a partir da minha esperiência, é que ficar calado é a melhor saída, pois naquele momento não estamos em condição de reagir a nada.

  4. Vivo isso tão nitidamente quanto o ar que respiro.
    Eu já freqüentei o espiritismo e senti meu corpo flutuar na desobcessao.
    Tenho me políciado pra não atrair tanta gente ruim em espírito ou não.

    1. Oi, Luciana! Então, eu relatei a minha experiência pessoal, e descobri que várias pessoas passam pela mesma situação. Você leu o post “O transtorno bipolar e o assédio extrafísico”? Vale a pena ler, pois estamos falando das mesmas coisas. Fica firme! Policie seus pensamentos, sentimentos e ações. É o nosso padrão que atrai ou repele as consciências, sejam físicas ou extrafísicas. Se precisar de mim, estou aqui. Abraços, Amanda Montenegro – Codinome: Vagalume.

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