“Minha experiência com um psicopata”

Este é o relato que a “Borboleta (mulher de fases)” mandou para nós. Pelo visto, temos a estranha capacidade de atrair psicopatas. Assim como existem assediadores extrafísicos, existem os assediadores intrafísicos.

“Olá, Amanda

Eu também tive o desprazer de conhecer um psicopata na internet.

Um dia chegou um convite no Facebook e como era o mesmo nome do filho de uma pessoa do Ceará, de onde eu vim, aceitei.

Geralmente eu não fico online, só uma vez ou outra. Em um belo sábado, ele (vou chamá-lo de Jonathan) me falou: “Olá, até que enfim encontrei você”. Era 17/06/12, conversamos bastante, e descobri que ele era irmão de um amigo.

Dei o número do meu telefone, ele passou o dele é disse que estava sem crédito e mais tarde ligaria. Eu sempre gostei de conversar na internet, mas sempre ficava só na internet mesmo, mas esse foi algo surreal.

Neste mesmo dia ele me ligou, e quando eu ouvi a voz dele foi algo mágico, aquela voz sedutora, máscula, que só de ouvir você já tem arrepios. Foi assim que me senti, e eu estava deprimida, sempre fui gordinha e estava com minha autoestima muito baixa, e ele simplesmente me fez bem naquele momento.

Passamos horas conversando no telefone, fui dormir com ele no telefone e acordei com ele… E assim virou uma rotina. Com uma semana o conheci pessoalmente, deixei meu filho, com 8 anos na época, sozinho, minha prima ia passar lá em casa para pegá-lo, mas eu não tive paciência para esperá-la, a vontade de conhecê-lo era maior. Eu moro na zona de sul de São Paulo, fui pra zona leste, totalmente contramão, mas fui.

Eu já estava apaixonada, pois havia passado a semana inteira falando com ele dia e noite, a libido aflorada, ele falava o que ia fazer comigo, nossa, era muito safado. Nos encontramos no metrô e quando o vi foi amor à primeira vista. Ele era perfeito, alto, moreno, boca perfeita, o melhor beijo que dei até hoje.

Fomos direto para um hotelzinho barato, no caminho ele era muito carinhoso comigo, safado, estávamos dentro do metrô, ele me abraçou e colocou minhas mãos por dentro da jaqueta dele, para que eu sentisse o tamanho do seu pênis. Achei aquilo ousado, gostoso, eu estava hipnotizada por aquele ser.

Quando chegamos ao hotel ele tirou minha roupa, fez sexo oral em mim tão gostoso que me levou à loucura, depois me penetrou (sem camisinha), aquilo foi muito, muito gostoso, passamos umas quatro horas ali, fizemos todo tipo de safadeza, oral, anal, vaginal, sem limites. Sou gordinha, mas não tenho frescuras…

Ele veio me deixar na metade do caminho, me falando juras de amor, pensei que ele não fosse mais ligar, mas no caminho ele me ligou perguntando se eu já havia chegado em casa.

Ele colocou “relacionamento sério” no Facebook, coisa que eu nunca fiz. E era amor pra lá, amor pra cá…

Ele sempre me dava um toque no celular e eu ligava de volta, até um dia eu coloquei crédito no celular dele, isso virou um hábito quase que diário, ele falava que gastava devido ao trabalho, trabalhava de técnico de TV a cabo. Do crédito no celular me pediu dinheiro emprestado, eu sempre trabalhei e não ganhava muito, e começou aquele terror psicológico, eu ganhava comissão, depositava pra ele 50, 100, 200 reais. Foram várias vezes… e nos víamos uma vez ou outra.

Até que descobri que ele estava namorando uma pessoa da cidade dele, fiquei muito chateada e terminei no mesmo dia. Ele me ligava, eu não atendia. Nesse meio tempo eu já era amiga de uma das meninas com quem ele trabalhava, e daí comecei a conhecer o verdadeiro Jonathan.

Fui ao fundo do poço, e na época eu estava recomeçando a fazer o tratamento, como os efeitos colaterais foram tensos, mais uma vez, parei. (Tenho transtorno bipolar tipo II diagnosticado desde os 14 anos. Fui internada duas vezes na adolescência, aos 14 e 16 anos.)

Depois de alguns dias, ele voltou a ligar, todo sedutor, falando que havia terminado com a outra é que me amava. Eu, iludida ao extremo, caí na dele novamente… Dessa vez o estrago foi maior, meu notebook estava com a câmera com problema, eu levei para ele consertar, ele nunca me devolveu, inventou um monte de mentiras, fiquei com muita raiva, pois esse notebook quem me deu foi minha chefe. Falei com o irmão dele, pois éramos “amigos”, o Jonathan me ligou muito bravo, pois disse que eu transformei a vida dele em um inferno. Ele voltou a me ligar, mesmo contrariada, atendia, pois gostava de ouvir aquela voz safada dele.

Quando eu vi que o estava perdendo, mandei um chip da Tim pra ele. Eu pagava a conta, e trabalhava como auxiliar administrativo.

Ele me ligava todos os dias às 4h15 e ele me fazia gozar por telefone, eu amava aquela safadeza.

Ele inventava várias coisas para que eu enviasse dinheiro pra ele. Dei-lhe um smartphone novinho. No fim, tive que mudar meu número, pois ele sempre ligava, e eu caía na lábia dele. Os psicopatas são lindos e sempre estão dispostos a tirar tudo de você.

Na última vez que eu o vi, saí de São Paulo umas 21h50, falei pra ele tomar um conhaque pois eu o queria bem macho aquele dia, a minha libido estava a mil… só que ele tomou uns três conhaques, dormiu e simplesmente me esqueceu na estação de Itaquaquecetuba.

Já era quase meia noite, eu ligava e ligava, mas ele não atendia, entrei em desespero, pois não sabia ir pra casa dele, a estação fechou e tive que ir pra rua. Um misto de raiva, revolta por ter acreditado nele mais uma vez, medo, pois estava no meio da rua.

No outro lado da calçada tinha um carro estacionado e havia umas árvores, fui pra lá, pois ficava meio que escondido. Precisava ficar até a estação abrir novamente para eu poder voltar pra casa. Eu pensava em ligar para um dos meus irmãos ir me pegar, mas não queria eles me recriminando, pois recentemente o mais novo tinha ido me pegar um bar muito bêbada (nessa época eu não estava fazendo nenhum tratamento, falava que a cachaça me curava), as horas não passavam.

Mais ou menos às 2h30 um rapaz bonito me viu sentada atrás do carro, nesse momento meu coração foi a mil, ele perguntou o que eu estava fazendo ali, eu como sou muito simpática e estava na fase da euforia, falei se eu te contar você não acredita, ele perguntou se podia se sentar perto de mim, falei que sim. Pedro é o nome dessa pessoa que me fez companhia, ele estava com insônia e saiu para caminhar um pouco e me encontrou. Conversamos amenidades, ele trabalhava como técnico de informática, eu falei o porquê de estar ali, ele perguntou se eu queria ir dormir em um hotel com ele pois estava frio, disse que não aconteceria nada, mas não fui, tive medo, já bastava eu ali naquela situação, graças à Deus ele não insistiu muito. A hora que a estação abriu, foi cavalheiro e me acompanhou até lá.

Exatamente às 4h15 o Jonathan me ligou, quando eu vi aquele número no meu celular, eu não ia atender, mas atendi, ele surtia um efeito mágico sobre mim, eu só consegui dizer: “Você me esqueceu na estação, eu poderia ter morrido na rua, sabia?” Ele me perguntou onde eu estava, já havia passado umas três estações, ele disse: “Volta, amor”, eu simplesmente falei que ia voltar só pra dar naquela cara safada dele. Quando eu cheguei na estação ele já estava me esperando, me beijou, me abraçou, e toda a raiva passou… Fomos pra casa dele, e fizemos sexo loucamente, ele tinha um efeito sobre mim que hoje fico me perguntando como fui tola em aceitar, mas naquele momento eu não queria ver.

Hoje eu não sinto mais nada por ele, só lamento ter sido tão frágil e ter caído na dele. Fiquei sem meu notebook (não consegui comprar outro), não confio em ninguém, tenho medo de expor meus sentimentos e acontecer o mesmo…

Quando eu vi que ele só me procurava para pedir dinheiro, só falava em presentes, vi que ele nunca mudaria e que somente eu poderia mudar essa história. E então aquela foi a última vez que eu o vi. Terminei o relacionamento.”

Assinado: Borboleta (mulher de fases)

 

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