Sobre o suicídio e suas consequências

Aproveitando o ensejo do “Setembro Amarelo”, o mês dedicado à prevenção do suicídio, vamos falar um pouco sobre este atentado que é o suicídio. Dia 10 de setembro é o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio (www.setembroamarelo.org.br).

Como relatei anteriormente, tentei me suicidar três vezes. Eu tinha 18 anos, e a vida estava muito pesada para mim. Hoje sei que suicídio é falta de informação. Ninguém morre ou desintegra-se no Universo. A vida continua, porém em outra dimensão.

Naquele momento em que tentei me suicidar, se tivesse acesso a outro método, indolor e eficaz, teria me matado. Mas, graças aos Amparadores, estou aqui ainda.

O suicídio é, por si só, um ato antiético. Antes de renascer, é feito um planejamento da vida a seguir. O corpo é preparado para viver até certa idade. Cada vida intrafísica é uma grande oportunidade evolutiva, e ceifá-la vai de encontro às leis do Universo.

Eu sei que, para os portadores de doenças mentais, como o transtorno bipolar, a vida às vezes parece insuportável. Mas o suicídio não é uma opção. Há várias outras. Procurar ajuda, ter firmeza para esperar a crise passar, essa deve ser a nossa postura.

Além do mais, o suicídio é um ato de grande egoísmo, porque desconsidera a dor que provoca em quem nos ama.

Não sou cristã, não sou religiosa, mas a religião com a qual mais me identifico é a espírita. Não tenho dúvida da existência de Deus e da reencarnação.

Copiei um trecho do livro “Memórias de um suicida”, de Yvonne A. Pereira (pelo espírito Camilo Cândido Botelho) a fim de elucidar alguns pontos. Esta é a forma como o suicídio é visto pela doutrina espírita, com a qual eu concordo, com uma ressalva: nem todos precisam ir para a “antecâmara” da Espiritualidade, as consciências que já atingiram certo nível de maturidade pulam essa etapa.

“Após a morte, antes que o Espírito se oriente, gravitando para o verdadeiro lar espiritual que lhe cabe, será sempre necessário um estágio numa “antecâmara”, numa região cuja densidade e aflitivas configurações locais corresponderão ao estados vibratórios e mentais do recém-desencarnado. Aí se deterá até que seja “desanimalizado”, isto é, que se desfaça dos fluidos e forças vitais de que são impregnados todos os corpos materiais. Por aí se verá que a estada seja temporária nesse umbral do Além, conquanto geralmente penosa. Tais sejam o caráter, as ações praticadas, o gênero de vida, o gênero de morte que teve a entidade desencarnada – tais serão o tempo e a penúria no local descrito. Existem aqueles que aí apenas se demoram algumas horas. Outros levarão meses, anos consecutivos, voltando à reencarnação sem atingirem a Espiritualidade. Em se tratando de suicidas o caso assume proporções especiais, por dolorosas e complexas. Estes aí se demorarão, geralmente, o tempo que ainda lhes restava para conclusão do compromisso da existência que prematuramente cortaram. Trazendo carregamento avantajado de forças vitais animalizadas, além das bagagens das paixões criminosas e uma desorganização mental, nervosa e vibratória completas, é fácil entrever qual será a situação desses infelizes para quem só um bálsamo existe: a prece das amas caritativas! Se, por muito longo, esse estágio exorbite das medidas normais ao caso, a reencarnação imediata será a terapêutica indicada, embora acerba e dolorosa, o que será preferível a muitos anos em tão desgraçada situação, assim se completando, então, o tempo que faltava ao término da existência.”

E aqui o trecho final do livro:

“(…) tem paciência e sê humilde, lembrando-te de que tudo isso é passageiro, tende a se modificar com o teu reajustamento às sagradas leis que infringiste… e aprende, de uma vez para sempre, que és imortal e que não será pelos desvios temerários do suicídio que a criatura humana encontrará o porto da verdadeira felicidade…”

10 thoughts on “Sobre o suicídio e suas consequências”

  1. Quando internada, a ideaçao suicida estava alta. O psiquiatra me disse uma frase que nunca vou me esquecer: “vc não quer se matar, quer matar o que está dentro de vc”
    Um beijo, Amanda!

  2. Bom artigo sobre o Suicídio, me identifico, principalmente no egoísmo suicida de não pensar naqueles que nos amam, como mãe, a minha com 90 ano e filhos, o meus mais novo, dos 4, com 15 anos! Que sofrimento meu ato insano provocaria a “n” pessoas e ainda é causado por um pensamento negativo que se tivermos “garra” ele passará! A propósito do Tema o Livro ” O Suicídio” de Émile Durkheim lista 4 tipos de suicidas que postarei esta semana neste SITE!

  3. Tentei um resumo sobre principais fatores que levam ao suicídio, extraído do Livro de Émile Durkheim. 1) Fatores extra-sociais como a “loucura”; 2)Raça-herança, apesar de não se ter comprovação desse fator, os Eslavos, Romanos, Germânicos-Alemães tem esse indicativo; 3)Fatores Cósmicos, também supõe-se que ” a sazonalidade”-o clima, in casu, inverno, frio, etc desencadeia o suicídio;
    4) Imitação, contágio- alguns tipos de pessoas com transtornos mentais podem serem levadas a cometer o suícidio ao verem algum exemplo.
    Ainda, segundo esses fatores os tipos de suicídios são : a) egoístas- ocorre entre os individualistas, religiosos fanáticos que se sentem “donos da verdade”, incluem-se “protestantes” e excluem-se os católicos e os judeus; b) Suicídio altruísta – eu entendi como os mártires cristãos, ou pessoas que morrem por uma causa justa, para causar “um choque” contra injustiças e outras males cometidos contra sí ou contra um grupo ideológico. Acredito que “não é o caso dos homens-bombas” do EL, ISIS ou outro Grupo Religioso, haja vista que não só se suicidam como matam outros que não têm nada a ver com sua causa. E por último do que consegui captar o Suicídio anômico que ocorre durante as crises econômicas, sob alegação de não poder sustentar-se nem a família, sob o peso de muitos débitos que acreditam não poderem serem quitados.
    OBS : Este é apenas um resumo e com interpretação pessoal do Livro ‘O SUICÍDIO ” do fundador da Sociologia-1897. Algumas teorias Freudianas atribuem as causas dos suicídios a depressões derivadas de estados emocionais de agressividade, medo, culpa, frustração e vingança!” Tentei dar minha contribuição , mas queria deixar claro, que há muita controvérsia em torno do TEMA e desse terrível drama, recorrente em toda parte do mundo e cada vez mais crescente!

  4. Segundo Freud as causas do suicidio reportam-se a depressões derivadas de estados emocionais de agressividade, medo, culpa frustração e vingança.
    Segundo Émile Durkheim os suicídios são “egoísta-os individuos afastados do grupo social; anomico, quando o suicida crê que todo o mundo social, com seus valores e regras , desmorona-se em torno de sí e o suicidio altruísta quando se é imolado por lealdade a uma causa.

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