Ausência de biomarcador 2 – Alvíssaras!

Em 09/08/2016 publiquei o post “Ausência de biomarcador” sobre os prejuízos de nós, bipolares, não termos ainda um biomarcador como têm outras doenças crônicas, como o diabetes e a Aids.

Quantos bipolares não foram demitidos justamente por serem bipolares? Esta foi a minha situação. No caso, a alegação foi baixa produtividade.  Como não ter baixa produtividade estando tão doente, bem no pico de uma crise depressiva?

Então trago-lhes alvíssaras: a Unicamp está criando exames para, através do sangue, identificar as doenças esquizofrenia e transtorno bipolar. Sou muito otimista. Ainda nesta vida tenho certeza que vou ver isto acontecer em larga escala.

 

27/09/2016 08h36 – Atualizado em 27/09/2016 09h14

“Unicamp cria exame de sangue para identificar doenças mentais”

Material analisado permite identificação de esquizofrenia e transtorno bipolar.
Pesquisadores analisaram o soro do sangue com ressonância magnética.

http://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/noticia/2016/09/unicamp-cria-exame-de-sangue-para-identificar-doencas-mentais.html

27/09/2016 08h36 – Atualizado em 27/09/2016 09h14

Do G1 Campinas e Região
 O diagnóstico de doenças mentais é feito através da investigação do médico. Segundo o psiquiatra Geraldo José Balone, o problema está em identificá-las, já que os sintomas se assemelham. No entanto, os tratamentos se diferem.
“O transtorno bipolar grave tem sintomas muito parecidos com a esquizofrenia, mas o tratamento é completamente diferente. A gente se baseia no que o paciente sente ou no que os outros percebem nele. O que a gente observa é que há muitos que passaram vários anos com diagnósticos falhos, portanto, com tratamento falho também (…) a confiabilidade é muito maior, inclusive para fins até documentais”, explica.
Procedimento

O trabalho foi realizado por meio de equipamentos de ressonância magnética, que identificam alterações nas moléculas de pacientes com essas doenças, em comparação aos pacientes saudáveis.

“Nós chamamos essas moléculas de biomarcadores. Eles são presentes em um grupo investigado e ausentes no outro, ou estão presentes em concentrações diferentes (…) Nós gostaríamos que isso fosse usado no dia a dia para a prática clínica, na psiquiatria”, afirma a pesquisadora da Unicamp Ljubica Tasic.

Vários médicos e diagnósticos
Durante um ano e meio, o empresário Marcos Meloto conta que enfrentou dificuldades para descobrir a doença de sua mãe. Foram vários médicos e diagnósticos diferentes, como mal de Alzheimer, compulsividade, depressão e transtorno bipolar.

“Você vai ao médico e ele te dá um monte de diagnósticos, vários remédios diferentes, mas nada resolve, nada dá certo, a pessoa só piora. Ela chegou até a ter intoxicação por excesso de remédios”, relata.

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