Se o seu tratamento inclui o Clobazam, este guia foi feito para você. Ele é um medicamento da classe dos benzodiazepínicos que, embora tenha um efeito calmante, possui um uso principal bem específico no tratamento da epilepsia. Vamos entender como ele funciona e seus cuidados.
O clobazam é um benzodiazepínico usado principalmente como terapia adjuvante no tratamento de epilepsias de difícil controle. Embora também tenha efeito ansiolítico, seu uso na psiquiatria é limitado devido ao risco de dependência e à existência de opções mais específicas.
Para que serve o Clobazam?
O clobazam é aprovado principalmente como uma terapia adjuvante no tratamento de epilepsias, especialmente em crianças e adultos com formas da doença que não respondem bem a outros medicamentos.
Ele também possui indicação para o tratamento de curto prazo de estados de ansiedade agudos. Alguns estudos sugerem que ele pode ter um menor potencial de causar sedação e tolerância quando comparado a outros benzodiazepínicos, mas os riscos de dependência ainda são muito importantes e devem ser considerados.
Como o Clobazam funciona no corpo?
Como outros benzodiazepínicos, o clobazam potencializa a ação do GABA, o principal neurotransmissor “inibitório” do cérebro. Ele age “reforçando o freio” do sistema nervoso, o que resulta na redução da excitabilidade dos neurônios. É essa ação que gera tanto seu efeito anticonvulsivante quanto seu efeito ansiolítico.
Ele atinge sua concentração máxima no sangue entre 1 a 4 horas após a ingestão e possui uma meia-vida longa, o que contribui para um efeito mais prolongado ao longo do dia.
O que esperar: possíveis efeitos colaterais
No início do tratamento
Os efeitos colaterais mais comuns, especialmente no início do tratamento ou com doses mais altas, são sonolência, tontura e fadiga.
Fique atento (uso a longo prazo)
Como todo benzodiazepínico, o uso por mais de algumas semanas ou meses acarreta um risco significativo de tolerância, dependência e uma síndrome de abstinência na retirada. Irritabilidade, agressividade e alterações de comportamento também podem ocorrer. A interrupção do tratamento deve ser sempre feita de forma lenta e gradual, com supervisão médica.
O Papel do Clobazam no Transtorno Bipolar
O clobazam não é um estabilizador de humor. Seu uso no tratamento do transtorno bipolar é bastante limitado e incomum.
Ele não é uma escolha primária para manejar os sintomas de humor ou ansiedade nesta condição. Seu uso poderia ser considerado apenas em situações muito específicas, como em um paciente que tenha epilepsia junto com o transtorno bipolar, e sempre com muita cautela devido aos riscos de dependência.
Perguntas Frequentes sobre o Clobazam
O Clobazam é diferente dos outros benzodiazepínicos como Clonazepam ou Alprazolam?
Sim. Embora pertençam à mesma classe, o clobazam tem uma estrutura química ligeiramente diferente. Ele é mais utilizado por sua ação anticonvulsivante e, para alguns pacientes, pode ser menos sedativo que outras opções.
Se o Clobazam é um ansiolítico, por que ele é mais usado para epilepsia?
Porque sua eficácia como anticonvulsivante adjuvante é muito bem estabelecida em estudos, especialmente em síndromes epilépticas de difícil controle. Embora tenha efeito ansiolítico, para o tratamento de transtornos de ansiedade primários, outros medicamentos são mais frequentemente utilizados.
O Clobazam também causa dependência?
Sim. Apesar de algumas particularidades, o clobazam compartilha o mesmo risco fundamental de todos os benzodiazepínicos: o potencial para causar tolerância, dependência física e uma síndrome de abstinência se o uso for prolongado e a retirada, abrupta.